terça-feira, 12 de agosto de 2008

the day after

na manhã seguinte ela não quis deixar seu telefone, ele insistiu.
ela fugiu, mas ato-falho ou não, esqueceu seus acessórios no flat dele, e quando se deu conta, já havia descido no elevador e nem se lembrava mais de que andar partira, não podia sequer voltar.
resolveu escrever um email, único modo de contactá-lo.
os emails seguiram frios, ela se chateou.
ele nao tendo o poder ficara frio repentinamente?
ela retrucou a fria resposta com humor aproveitando a deixa dele para sair, convidando-o para tomar algo ainda naquela semana.
ele se deu conta da frieza virtual, declinou o convite e se desculpou veladamente.
ela aproveitou novamente a deixa e desistiu, pediu educadamente que ele deixasse os acessórios na portaria, pediu o endereço e avisou que passaria lá sem incomodá-lo.
mas mesmo assim, deixou a fresta aberta para que ele, em um horário vago e interesse mínimo, mandasse um sinal de fumaça, que, quem sabe eles poderiam ainda sair.
mas sem o compromisso de resgate de bens esquecidos por aí...

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